Representantes da empresa responsável pelo derrocamento do Pedral do Lourenção e vereadores se reúnem na Câmara

Pauta foi o cronograma de ações da empresa

Uma parte dos vereadores da Câmara Municipal de Marabá esteve reunida, na Sala das Comissões da sede do Poder legislativo, com representantes do DNIT e da DTA Engenharia, para discutir as ações e avanços que o projeto de Derrocamento do Pedral do Lourenção teve nos últimos meses. 
O encontro foi uma solicitação feita pela Comissão Especial de Desenvolvimento da Câmara e contou com a participação da presidente da Comissão Especial de desenvolvimento, Irismar Melo, além dos vereadores Nonato Dourado, Alecio Stringari, Gilson Dias, Priscila Veloso, Cristina Mutran e o presidente da Câmara, vereador Pedro Corrêa Lima. Estiveram, também, presentes, o presidente da ACIM, Ítalo Ipojucan e o secretário de Indústria e Comércio de Marabá, Ricardo Pugliese. 
Irismar Melo deu início à reunião, dizendo que essas grandes obras, de relevância para a região e, especialmente para Marabá, mexem com a população e causam grande desconfiança, pelo histórico. Ela sustentou que é fundamental tomar conhecimento sobre os procedimentos que já foram realizados pela empresa DTA, vencedora do certame para derrocamento do Pedral do Lourenção, afim de que os representantes do povo e a comunidade de uma forma geral tenham conhecimento da evolução e do andamento da obra.
André Cardoso, coordenador de obras e hidroviárias da Diretoria de Infraestrutura do DNIT, fez um levantamento da situação, cronograma percorrido e planejamento de execução do projeto. Lembrou que o investimento no Pedral é da ordem de R$ 563 milhões e que, nessa primeira etapa, foi liberado algo em torno de quase R$ 7 milhões. 
André avalia que houve avanços significativos em muitos aspectos e apresentou detalhes do projeto, informando que a hidrovia, sem o derrocamento do pedral, seria navegável apenas por 60 a 70 dias. 
O representante do DNIT trouxe a importante informação de que quase todas as partes do projeto básico estão concluídas e a única etapa que falta é a modelagem, que é a garantia de que o rio será navegável depois de realizar o procedimento, antecipando que pretendem concluir até o final deste mês de abril.
André revelou que existe a intenção, por parte do DNIT e DTA, da realização de uma detonação experimental, justamente para incrementar o estudo ambiental, mas observou que isso dependerá de liberação do IBAMA. “Quase todos esses levantamentos de estudos foram concluídos, tanto no período de seca, quanto no de cheia. As audiências públicas devem ser marcadas, se tudo ocorrer, dentro das expectativas, no fim deste ano”.
Gílson Dias disse que o projeto ambiental está praticamente concluído e agora quer saber como será financiado o projeto. “Cabe aos políticos do nosso Estado garantirem o recurso para a execução da obra. É preciso que nossos líderes estaduais tenham compromisso com o derrocamento”.
Priscila Veloso disse que esteve em Brasília junto ao IBAMA somando forças para que os trâmites fossem mais acelerados para a liberação de licenças para os estudos e execução da obra. Ela questionou de que forma a Câmara e os vereadores podem contribuir para ajudar no andamento do projeto. 
Alecio Stringari disse que tecnicamente é difícil fazer qualquer colocação, mas questionou de que forma será feita a retirada do pedral, a largura do canal e se existe risco, iminente, de qualquer forma de embargo da obra. 
André explicou que o EIA/RIMA deve terminar em junho e ser protocolado junto ao IBAMA. A partir daí, o órgão terá um prazo para se manifestar e emitir parecer. Garantiu que o estudo socioeconômico está bem extenso e detalhado, e acredita que o nível de informações que constam no projeto é muito bom, por isso, crê em judicialização do processo. 
Nonato Dourado observou que já faz tempo que o Pedral do Lourenção virou pauta nas reuniões políticas. “Em 2010 foram inaugurada as eclusas e era para realizar o derrocamento para viabilizar o setor econômico. Enquanto atrasa, o Pará e Marabá perdem com isso, em geração de emprego e renda, por exemplo. Hoje, por parte do DNIT e a DTA esperam autorização para as obras”, criticou.
Pedro Corrêa falou que está muito otimista com o que foi apresentado, pelo os prazos que foram cumpridos. Ele acredita que precisa haver enfretamento das autoridades políticas para que as riquezas naturais que estão saindo tragam desenvolvimento. “Vemos o quanto é necessário o escoamento de nossa produção pela hidrovia”. 
Pedro Corrêa, o Pedrinho, salientou que a Câmara de Marabá é protagonista no projeto de levantar a bandeira para exigir investimentos nesse sentido. “Os representantes do Pará a nível federal devem garantir os recursos para a execução da obra”.
André finalizou afirmando que o projeto de engenharia básico e o executivo estão pronto, e o EIA/RIMA quase concluído, e após a entrega do estudo é aguardar a emissão da Licença Prévia (LP).