Vereadora Priscila Veloso representa a Câmara em workshop sobre 18 de maio

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é pauta de reunião

Na última sexta-feira (18) foi lembrada uma data muito relevante na defesa dos direitos infantis no Brasil. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Este dia se tornou um marco com o objetivo de mobilizar e sensibilizar a sociedade quanto à importância do assunto.

Com o propósito de divulgar para a sociedade civil qual é a melhor maneira de evitar o abuso e a violência sexual em crianças e adolescentes foi realizada na tarde desta sexta-feira, 18 de maio, o Workshop denominado “18 anos do 18 de maio”. O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEASPAC) foi realizado no Plenarinho da Câmara Municipal, com a participação de cerca de 150 pessoas e da vereadora Priscila Veloso, representando o Poder Legislativo.
O workshop contou com a participação da secretária municipal de Assistência Social, Nadjalúcia Oliveira; da promotora de Justiça da Infância e Adolescência, Alexssandra Muniz Mardegan; Priscila Veloso, vereadora; de Regilene Silva, coordenadora do CREAS; Júlia Rosa, coordenadora da Coordenadoria da Mulher de Marabá; e Maria Neusa Sá, conselheira tutelar.
A vereadora Priscila Veloso agradeceu o apoio dos conselheiros tutelares de Itupiranga que vieram trocar experiências participando do workshop. “A insistência faz parte do trabalho da Assistência Social e me orgulho enquanto vereadora de contribuir para a realização deste evento. Temos de conscientizar pessoas e famílias todos os dias para falar sobre esse tema, que é incômodo, mas que precisa ser combatido com veemência”.
Em Marabá, segundo Nadjalúcia, há um Sistema Municipal dos Direitos da Criança e Adolescentes, formando uma rede de proteção composta por diversas entidades, que trabalham com crianças e adolescentes. “Nosso desafio é dizer a toda a comunidade que esta é uma pauta complexa, mas que precisa de engajamento de todos para o enfrentamento de casos de abuso, que são crescentes em nossa sociedade. Não podemos nos preocupar apenas com as vítimas, mas com os algozes também. Vamos ministrar palestras em empresas e órgãos públicos para sensibilizar os homens para evitarmos casos de violência sexual”, antecipou.
A promotora Alexssandra Mardegan destacou que todos têm o dever de proteger as crianças e adolescentes. Ela reconheceu que o município de Marabá tem melhorado o trabalho de proteção às crianças, embora ainda haja muita coisa a ser feita. Teremos ação coordenada e todos os promotores de justiça do Estado estarão imbuídos contra esse tipo de crime. “Um workshop como este é importante para que todos nós possamos refletir e aperfeiçoarmos o trabalho que desenvolvemos de proteção de nossas crianças”.
A promotora revelou que o combate à exploração sexual foi inserido recentemente no Plano de Atuação Estratégica do Ministério Público do Estado do Pará, o que vai fazer com que todos os promotores estejam focados numa ação coordenada para combater essa modalidade de crime.
Júlia Rosa, coordenadora da Coordenadoria da Mulher de Marabá, disse que há mais de duas décadas contribui com a causa de combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes e que reconhece que Marabá avançou muito no enfrentamento deste dilema, embora também os casos de abuso tenham aumentado. “Nenhuma entidade combate esse crime sozinha. Toda a sociedade precisa estar mobilizada para eliminarmos esse mal em nossa comunidade”, disse.
A conselheira tutelar Maria Neusa Sá destacou que a violência, quase sempre, é intrafamiliar e a impacta toda vez que ouve um relato de abuso e violência. “A exposição, discriminação, exploração e insegurança causam amargura para as vítimas”, lamentou.
Por fim, Helenice Rocha, especialista em psicopedagogia e consultora na área da infância e juventude, ministrou palestra sobre a promoção dos direitos humanos de crianças e adolescentes e discutiu com os presentes formas de combater os abusos e exploração sexual contra esses dois grupos vulneráveis.