Vereadores intercedem por servidores que tiveram carga horária de trabalho ampliada

Prefeitura de Marabá faz mudanças por meio de decreto

Cerca de 80 servidores que trabalham em atendimento a crianças e adolescentes em espaços mantidos pela Prefeitura de Marabá estão revoltados com o aumento da carga horária, que aconteceu no início deste mês por meio de decreto.

Segundo Carla Alcântara, os servidores lotados na Casa de Passagem, Espaço de Abrigo Provisório e Acolhimento Pop trabalhavam seis horas por dias, de segunda a sexta-feira, mas agora estão sendo obrigados a cumprir plantão de 12 horas e descansar 36 horas, o que para eles não é bom. “Não estão querendo mais pagar os plantonistas aos finais de semana. Nós não podemos ser obrigados a trabalhar aos finais de semana”, argumenta Carla.
Por conta disso, o grupo foi à Câmara Municipal pedir ajuda aos vereadores para tentar reverter a situação e voltar a trabalhar de acordo com o edital do concurso que fizeram. Vários vereadores se solidarizaram com a situação dos trabalhadores.
E logo após a sessão, os vereadores mantiveram reunião com a secretária de Assistência Social da Prefeitura, Nadjalúcia Oliveira Lima, em companhia de uma comissão de servidores para debater a mudança do horário de trabalho. A secretária confirmou o decreto do prefeito o prefeito baixou um decreto de que o pessoal trabalha 12-36 e antes era de 12-60, e eles querem que fique do modo antigo.
Edimilson Lopes, um dos servidores, pediu para que o Executivo volte atrás e mantenha o horário de trabalho ao padrão anterior, para que os servidores não sejam prejudicados. “Precisamos que seja mantido como estava antes, até que seja realizado concurso para validar a situação”, disse. 
A secretária Nadjalúcia argumentou que a mudança foi uma recomendação do Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria da Infância, para que não haja rodízio de pessoas que trabalham com as crianças nos três locais acima citados e se crie um laço de afetividade. 
Ela também observou que a partir de agora será implantado o programa Família Acolhedora, o que deverá diminuir o número de crianças acolhidas, diminuindo o trabalho dos servidores das três casas. 
O vereador Ilker Moraes disse que cabe ao prefeito Tião Miranda definir a situação de forma célere, garantindo uma das propostas dos servidores para trabalhar seis horas por dia ou 12/60 horas, ao invés de 12/36 como o governo pretende.
Por fim, Nadjalúcia Oliveira ficou de apresentar a nova proposta ao prefeito Tião Miranda ainda esta semana, para que ele avalie a situação.